Denúncias foram feitas pelo vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho (sem partido) ao governador do estado Wilson Lima (PSC). Segundo o vice, Lima levou ao estado a política Bolsonarista de imunidade de rebanho e esta decisão transformou Manaus em um laboratório gerador da nova cepa do Covid-10, matando milhares de pessoas.
Almeida Filho também culpa o governador pela crise de oxigênio, Lima só teria acionado o governo federal quando já estava instaurada a crise, mesmo após avisos da empresa White Martins.
A crise de oxigênio em Manaus de janeiro foi gerada pelo aumento de casos, no início de janeiro já faltavam leitos e havia um aumento exponencial no consumo de oxigênio. Pacientes passaram a morrer asfixiados e parentes de pacientes foram pressionados a comprar oxigênio pela iniciativa privada.
O vice-governador foi denunciado pela Procuradoria-geral da República por organização criminosa, ele foi investigado pela compra de respiradores. Em 8 de outubro seu gabinete foi revistado, o delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Amazonas, Henrique Albergaria Silva, havia constatado que “o vice-governador tem grande ingerência e influência nos atos praticados pela pasta da secretaria da Saúde”. A PF não indiciou o vice por falta de provas.
Almeida Filho diz ter rompido aliança com o governador em maio de 2020, alegando que não estaria mais no governo porque não concordava com pessoas estranhas na administração.